31.12.13

Reflexão de Fim de Ano

Deus permitiu que eu vivesse exatamente aquilo que eu precisava viver neste ano. E, feliz ou não com cada dia ou situação pela qual passei em 2013, quem sou eu para contestar ou questionar Aquele que detém toda sabedoria do mundo? Foram dias de alegria, de intensa felicidade - daquela que a gente torce para que nunca tenha fim. Mas, fui premiada também com dias terríveis, dias de tristeza abismal que me fizeram sentir o coração debaixo do sapato, num poço escuro sem corda ou escada para resgate. Não contei quantos foram os nebulosos-longos-dias-tristes, pois, deliberadamente, Deus me concedeu também a graça da superação. Com naturalidade, o tempo me devolveu a fluidez, pois a vida é assim, muito parecida com um rio que segue seu curso. Além disso, tenho plena consciência de que os dias felizes foram mais numerosos que os tristes; a diferença é que esses são tratados como algo tão óbvio e rotineiro, meio que "com a obrigação de serem assim", que, consequentemente, são menos valorizados e acabam passando despercebidos. Chorei quando necessário - o choro é uma válvula poderosa de escape, um canal potente de escoamento. Ri sempre que pude e me esforcei para sorrir quando achei que não conseguiria. Das quedas, levo as cicatrizes e as lições; das conquistas, a certeza de que sou capaz de muito mais do que às vezes acredito ser. Com gratidão e humildade, aceito o que me foi concedido nesses 365 dias. Aqui cheguei, sobrevivi, passei de ano. Estou pronta para continuar o percurso do meu rio-vida, começando a contagem de um novo ciclo. O que virá, não sei, mas quero ter a honra de viver 2014 e continuar escrevendo a minha história.

19.12.13

O Que Penso Sobre as Cestas de Natal

Do indefectível panetone ao super natalino torrone, toda cesta de natal deveria conter somente - e tão somente - produtos de primeira (íssima!) qualidade. Isso mesmo. Vejo o sacrifício a que se submetem os cidadãos brasileiros para carregarem aquelas caixas incômodas e pesadas, geralmente em horário de intenso movimento coletivo, em metrô e ônibus lotados, no dezembro escaldante de nosso país tropical. Fico imaginando esses mesmos cidadãos chegando em casa exaustos, suados, abrindo a caixa-monstra e se deparando com farinha de rosca, farofa, azeitonas mais duras que seus próprios caroços, um panetonezinho de uma marca diabo qualquer e uma garrafa de Sidra Cereser. Pasmem! Senhores empresários, presenteiem seus funcionários com um bom Bauducco 1kg - sim, 1kg -, afinal, as famílias costumam ter, em média, de 2 a 4 membros, e o que os senhores vão economizar excluindo os demais e totalmente desnecessários itens, dá para agradá-los com um Bauduccão. Não cometam o ultraje do excesso, por favor, pois quase nunca quantidade é sinônimo de vantagem.

5.12.13

Das Pobrezas

ser pobre, tudo bem, não é defeito (é azar),
mas ter cabeça e atitudes pouco favorecidas, ah, isso não dá. 
a pior das pobrezas - e a única imperdoável - é a de espírito.

4.12.13






agora estou desacompanhada.
sozinha eu estava já fazia tempo.


2.12.13

tenho vontade de deixar por um tempo os esmaltes, saltos, saias, escova nos cabelos, internet, celular, chuveiro quente, cama com lençóis brancos. 

vontade de fazer algo mais rústico, selvagem, como uma trilha, um daqueles famosos caminhos disso ou daquilo, acompanhada por chuva, vento, tombos e arranhões. 

interessante, mas enquanto escrevia as linhas acima, como se eu tivesse tido um lampejo, um clarão repentino, um momento de lucidez ou ouvido uma voz me dizendo "cai na real, minha filha", a vontade passou. 

vamos ao shopping?