27.2.13

Passamos a vida toda desejando um monte de coisas - profissão de sucesso, amor que perdure, filhos que brilhem, inteligência invejável, saúde imbatível, dinheiro que compre e que pague, influência, status, e por aí vai - a lista dos desejos humanos é infinita.

Certas coisas conseguimos fácil, algumas com algum grau de dificuldade, outras sequer passamos perto. 
E quantas vezes, quando não conseguimos o que queremos, sentimo-nos criaturas desprivilegiadas, sem sorte, esquecidas. 

Mas qual a graça de ter tudo? Que graça teria constatar: "não tenho mais o que buscar" ? Não ter tudo não é o que nos faz dormir e acordar sonhando? Não ter tudo não é o que nos faz continuar desejando e lutando? Então, será que não ter tudo não é uma das maiores riquezas que possuímos? 

25.2.13


Não gosto de pessoas frias. Pessoas cujos olhos nunca brilham de alegria, cujos lábios nunca se transformam em risinho de felicidade incontida. 

Não gosto daqueles que nunca têm uma história apaixonante para contar, que nunca se emocionam com nada nem ninguém. 

Não gosto dos que são incapazes de sentir a dor física ou emocional de seu semelhante, dos que não têm sensibilidade para entender que o animal irracional também sofre. 

Não gosto daqueles que estão sempre prontos para criticar ou zombar, daqueles que se orgulham de sua própria ironia, arrogância ou indeferença. 

No fundo, não é que eu não goste - eu tenho pena.