19.4.12

Vivendo e Aprendendo (Continuamente)

Aprendi que o respeito pelo ser humano, pelos animais e natureza, deve ser algo indiscutível; que todo ser que vive, que respira, deve ser tratado como prioridade diante de todas as outras coisas.
Aprendi que se alguém nos ofende, devemos perdoar. Sete vezes? Não, setenta vezes sete - e esse número é simbólico - no popular, devemos perdoar quantas vezes forem necessárias. E quer saber por quê?  Porque o perdão não faz bem só para quem recebe, mas principalmente para quem oferece. Aqueles que não guardam mágoas e rancores são seres mais saudáveis, mais leves e dormem o sono dos justos. 
Aprendi que em certos momentos da vida vamos nos decepcionar com algumas pessoas  e que serão justamente aquelas que mais amamos e admiramos que farão isso.
Aprendi que não nascemos para viver sozinhos, que solidão não faz bem, mas também que somos indivíduos com características particulares - aceitar e respeitar isso nos outros e em nós mesmos, é meio caminho andado para o sucesso de uma convivência saudável.
Aprendi que não somos os donos da razão, que devemos defender nosso ponto de vista sem jamais tentar impô-lo; que nem sempre as palavras convencem e nessa hora as atitudes precisam tomar frente e mostrar seu poder.
Aprendi que educação não é só uma questão de berço, que inteligência não é o mesmo que sabedoria e ignorância nem sempre é curada no banco de uma universidade. 
Aprendi que humildade é sinônimo de grandeza; que sorriso, abraço e palavra amiga são remédios gratuitos e muitas vezes infalíveis. 
Aprendi também que esse ser, o tal de humano, é capaz de conquistar cada vez mais diplomas e títulos, encurtar distâncias geográficas, vencer barreiras científicas; mas, por outro lado, torna-se também cada vez mais incapaz de estreitar as relações pessoais, de viver o amor em sua essência, de se expor sem medo do ridículo. Esse homem quer o prazer dos feitos grandiosos, das buscas mirabolantes, das conquistas intermináveis; coisas tantas vezes menos importantes do que aquelas que passam despercebidas por estarem vestidas de simplicidade.

6 comentários:

✿ chica disse...

Temos durante toda a vida oportunidades de aprendizado.Ter essa consciência sempre!!! Lindo aqui! beijos,chica

Rui Pascoal disse...

Quando nos batem devemos oferecer a outra face... (da mão) certo?
:)

Liza Leal disse...

Ter o direito de ser o q se é, na sua verdadeira essência, e ao msmo tmpo respeitar o direito do próximo...

belo texto, menina!
=)

Suzana Martins disse...

Essa é uma aprendizagem que levamos para vida toda.

beijos linda

nilson disse...

Ai, ai, ai...
Você existe?
Você existe.
Perfeita na imperfeição.

Felizes os que compartilham o seu caminho!

nilson disse...

É uma dor em que não acredito existir palavras para expressar.
Antes pudesse eu encontrar o silêncio da inexistência ao invés de sentir esse "um mar dessa dor"...
Bom, de um modo ou outro acabamos morrendo.
Que eu morra vivendo. Ainda que em silêncio.

Sempre bom passar aqui. Sua poesia é agradavelmente repleta de leveza e sentimento.

Obrigado pelas palavras e pelo carinho.

Um abraço,

Nilson