26.4.12

Carta Para Um Amigo

Não sei o nome desse espinho atravessado em sua garganta, desse mal que te aflige e machuca tanto. Provavelmente, uma história de amor mal resolvida, um fim do qual ainda não está curado. E, se for isso, é como você mesmo disse: "a gente sobrevive". E eu completo: sim, sobrevivemos, porque não há atestado de óbito onde a causa mortis seja amor.

"Mas a angústia por perceber tanta vida passando é extremamente intensa, presente e dolorosa." Um conselho, meu querido: dê um jeito de sufocá-la, porque não há angústia que seja digna de devorar nossa saúde. E não, não deixe a vida passar em branco - busque um norte, um nexo, um por quem, um porquê, um por qualquer coisa - finca o teu remo na água e rema. Rema e acredite. Um dia a tempestade cessa e o barquinho ancora num porto seguro.

Fique bem. Fique em paz.
                                                Al otro lado del rio by Jorge Drexler on

6 comentários:

✿ chica disse...

Linda e bem inspirada carta ao amigo! beijos,chica

Liza Leal disse...

Q delicia de post!..
=)

bjo Amélie

nilson disse...

..."E todos os dias, por mais amargos que sejam, eu digo: amanhã fico triste, hoje não."

Manie disse...

eu precisava ouvir isso... mas já que não pude ouvir, então li.

Lunna disse...

Adoro ler missivas, mesmo que não sejam para mim. Tomo-as para mim. Estava com saudades daqui... rs

Maio pede missivas, não é mesmo?
bacio

Aline Barra disse...

Que coisa mais linda!

Aposto que depois deste carinho o barco do teu amigo ganhou leme...