27.7.11

Pelos Olhos da Íris

Tête-à-tête, conversa franca. A Íris e ela. Queria desabafar, estava triste. Não ela, mas a Íris. E esta, que sempre desempenhara o papel de ver, parte dos olhos que era, agora se pôs a falar. E foi mais ou menos assim, até onde posso lembrar...

Cabisbaixa, quase curvada, falou da falta de vida dentro daqueles olhos castanhos. Dizia que a Pupila há tempos mantinha quase nula a luminosidade ali dentro. Estava vendo o mundo apagado. Pouco brilho, pouca alegria, quase nada. Sentia falta do arco que levava seu nome, porque como ela, era feito de cores. Nostálgica, chorava também a falta dos tempos ensolarados, da luz dourada que outrora aquecera seus dias. Falante, sentiu-se no divã. Abriu seu coração, pediu: - Um pouco, um pouco só de emoção.

E sua interlocutora que sempre fora tão cética com essas coisas de visão, mostrou-se  receptiva e encarou o desabafo da Íris como uma confirmação: os olhos sempre revelam verdades, queira a gente ou não. 

9 comentários:

Rui Pascoal disse...

E os meus, o que revelam?

Guilherme disse...

Por isso, fechou os olhos e mergulhou na vida; descobrindo que coração sabe por saber e alma sabe por sentir. E que os olhos refletem luz de dentro, sempre!

Anônimo disse...

Les yeux ne voient absolument rien , lorsque la haine remplace l´amour.

Bia Prado disse...

Ai, os olhos, sempre eles denunciando tudo.
Saudade das nossas conversas virtuais, querida.
Bjs

Suzana Martins disse...

Sem brilho, sem vida, sem vidro, era assim que revelava o interior de sua alma....

Lindo querida!!

Beijos

Lizete Delmonte Ferraz disse...

Lindo texto...amei a imagem...

Beijos!
Liz

a**A disse...

Pra variar adorei a postagem...
Por isso dizem que "Os olhos são a janela da alma"
Cuide-se bem :*

Eliete disse...

Que revelação! adorei,bjs

Liza Leal disse...

SEus fragmentos - kda vez mais lindos!

bjo
lindo dia!
=)