27.5.10

Tudo Errado

Odeio quando vejo minhas expectativas frustradas. E hoje foi assim: deu tudo errado.

Duas horas sentada. Odeio esperar, esperar, esperar. Ainda mais num dia frio e úmido como esse.

Os planos foram por água abaixo. Vi a tarde  sendo sugada pelo ralo do desencontro.

Tá bom, eu sei que você se esforçou e que a culpa não foi (toda) sua. Mas se a situação fosse outra, o dia certamente teria terminado melhor.

O café com leite tava escuro demais e morno. Uma m#*!@. Empurrei a xícara, me senti péssima. Pedi outro - tão horrível quanto o primeiro. Tomei mesmo assim. Afinal, o que é um leite com café morno e escuro diante da raiva que tô sentindo?

Descarreguei um caminhão. Chutei o balde. Falei das minhas mágoas. Disse tudo o que me incomoda.

Você me escuta, me abraça e me beija.

E eu me sinto pior ainda.

Tá tudo errado. 

“Fico tão cansada às vezes, e digo pra mim mesma que está errado, que não é assim, que não é este o tempo, que não é este o lugar, que não é esta a vida (...) e você me beija e você me aperta e você me leva pra Creta, Mikonos, Rodes, Patmos, Delos, e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo bem.” [Caio F.]

24.5.10

Panacéia*

Acordei no maior pique - resolvi de novo  que vou  acabar com a ociosidade, antes que ela acabe comigo. Quase um  mês depois da cirurgia nas pernas, fui nadar. O médico me liberou após 15 dias, mas a preguiça, o medo e o desânimo não permitiram que eu voltasse antes. Como sou meio 'bundona' pra essas coisas de cirurgia, com muito receio de bater as pernas pra valer, hoje eu mais relaxei do que propriamente nadei.

Não sei se já comentei por aqui, mas sou apaixonada por água: banho escaldante no inverno, banho frio alternado com quente no verão, banho de chuva, de mangueira, de mar, de piscina, água de coco e água com gás.

Nadar, embora seja um esporte solitário, é pra mim uma grande terapia. Tem lugar melhor do que a água para afogar dores físicas e emocionais? Acho que não. Veja: 

Há quase dois anos atrás, quando terminei um relacionamento - faltando poucos meses para o casamento - achei que fosse morrer de tanta tristeza e desilusão. Perdi o sono, a fome e a vontade de fazer qualquer coisa. Minha alma caiu aos pés. O que me salvou? Além da água salgada das minhas lágrimas e do suor das caminhadas diárias, a água clorada de uma piscina. Todos os dias, durante meses, como quem cumpre um ritual, eu ia nadar. As vezes perdia o fôlego em meio às braçadas, tamanha a tristeza que comprimia meu peito. Mas eu respirava fundo e continuava ali, indo e vindo, olhando perdida a linha azul de azulejos no fundo da raia. Cheguei a ficar na água por três horas consecutivas. Além disso, ia e voltava para casa a pé, numa caminhada de quase duas horas. Era um desgaste físico tremendo, mas só assim voltei a ter apetite e a sentir sono. Foi mergulhando que voltei à tona, foi pela água que emergi das cinzas. E o melhor: numa rapidez que jamais imaginei ser possível.

"a cura de qualquer mal está na água salgada:
suor, lágrimas ou um belo mergulho no mar."

[Isak Dinesen - pseudônimo da baronesa Karen von Blixen-Finecke]


* Panacéia: Na mitologia grega, era a deusa da cura. O termo Panacéia é muito utilizado com o significado de remédio para todos os males.

20.5.10

Paris 6

Como alguns já devem saber, às quartas estudo francês. Mas ontem, não estava nem um pouco animada para ir. Estava louca de vontade de voltar para casa, deitar debaixo do meu edredom e me fingir de morta. Como o curso é só uma vez por semana e uma falta significa três horas de conteúdo perdido, fui à aula remando contra a maré do meu desânimo e contra o friozinho típico de um fim de tarde de outono em São Paulo.

Aprendemos como utilizar o NÃO dentro das 'expressions de la négacion'. Foi muito bom não ter faltado, pois com certeza eu teria que sambar o samba do crioulo doido na próxima quarta-feira. 

Alors, durante a aula, uma amiga sugere: "vamos tomar vinho? Tá um friozinho tão convidativo! Conheço um bistrô muito bom. Vamos? Vamos?" Do jeito que ando 'animadíssima', pensei, pensei, achei que era uma loucura (não, claro que não vamos!), mas acabei aceitando. Fomos em 5 pessoas. Jogamos muita conversa fora, tomamos três garrafas de vinho e esqueci por um bom tempo da minha vida em ruínas. Cheguei em casa às 2 da matina, caindo de sono. Me joguei na cama e dormi como se não houvesse problemas e a minha vida fosse nada menos do que um conto de fadas.

Sobre o lugar: "O nome é uma homenagem ao 6º distrito de Paris, o bairro de Saint-Germain-des-Près, onde em 1686 o siciliano Francesco Procópio fundou o primeiro Café do país, o "Le Procope". Nos séculos seguintes os Cafés passaram a ser um símbolo do modo de vida do parisiense." (texto retirado da página do bistrô - veja o site abaixo).

"A vida em Paris acontece nas ruas, vista da mesa de um Café."
(Émile Zola, escritor francês, 1840-1902)


Detalhe¹: A casa estava lotada e tivemos que aguardar 40 minutos para conseguir uma mesa. Como o bar também estava cheio, durante a espera ficamos do lado de fora, em um dos bancos na calçada (urgh!). Okay, mesmo assim, Paris 6 é uma delícia de lugar. Vale a pena conferir. Ah! E funciona 24 horas.

Detalhe²: A música que toca no site deles, é "Je Ne Veux Pas Travailler" e foi a mesma utilizada em sala ontem para exercício, já que suas expressões são de negação. Caraca, isso não é o máximo da coincidência?!


   tim tim!

18.5.10

Two Lovers

Sou apaixonada pela sétima arte e embora não entenda nada sobre direção, roteiro e tal, gosto de eventualmente expor minha opinião de mera espectadora, a respeito de filmes que acho que valem a recomendação (ou não!).

Ontem, assisti "Two Lovers" (EUA 2008), no Brasil intitulado como "Amantes" (2009). É um drama da melhor qualidade e imperdível para os amantes do gênero.  Convincente, retrata o quanto as relações amorosas podem ser complicadas. Não é uma obra preocupada com modismos ou reviravoltas geniais, e por ser um filme sem grandes pretensões, talvez agrade tanto. 

A trama gira em torno de Leonard (Joaquin Phoenix), um homem do Brooklyn que está dividido entre Sandra (Vinessa Shaw), filha de uma família amiga de seus pais, com quem adorariam que se casasse; e a linda, mas complicada vizinha, Michelle (Gwyneth Paltrow), que acaba de se mudar para o bairro e por quem ele se apaixona.

Ah! O elenco conta ainda com a maravilhosa Isabella Rossellini, que faz o papel de Ruth, mãe de Leonard. E tem uma ópera de fundo, em algumas cenas, que deixa o drama com mais cara de drama ainda. Amei!

Curiosidade: O cineasta James Gray tem seu talento mais reconhecido entre os cinéfilos europeus do que nos Estados Unidos, sua terra natal. Tanto, que vem da França, o primeiro trailer do filme, que concorreu à Palma de Ouro em Cannes, naquele ano (2008). 

16.5.10

Sem Sul nem Norte

Sabe aquele dia em que você mal começa a refletir sobre sua vida e chega à rápida conclusão de que tudo  por ali está errado? Pois é, sinto-me assim. Exatamente assim. tudo errado!

Não estou gostando dessa fase in, melancólica. Estou triste comigo mesma. Triste com minha falta de iniciativa para dar um basta às coisas que me ofuscam e consequentemente me fazem sentir sem rumo, sem norte. 

Olho para dentro de mim e vejo um emaranhado de emoções conflitantes. Parece que quanto mais choro, mais lágrimas produzo. Tenho no coração um oceano querendo jorrar. Estou inundada.


Calma,  não  estou à beira  da loucura. Acho que  minha  insanidade  não é tão insana assim. Só não consigo desatar os nós que eu mesma permiti que se formassem. E são tantos... (desânimo). Onde estarão suas pontas? Serão cegos estes nós?

"Então que tal? ando meio sem sorte
Não tenho sul nem norte."
[Blackbirds]

14.5.10

Dois em Um

Estou a fim de escrever sobre duas coisas. Poderia fazê-lo em dois posts, mas vou tentar sintetizar em apenas um.

__Começo pelo chato, ou melhor, pelo doloroso: A Meia.

Há duas semanas exatamente passei por uma cirurgia nas pernas - varizes. Eram poucas, mas precisavam ser removidas porque doiam e esteticamente começavam a me incomodar. Muito bem, na semana passada os pontos foram  retirados e o médico me receitou uma meia de compressão, que segundo ele, deve ser usada diariamente: "coloque a meia ao acordar e só tire quando for dormir". Parênteses: com direito a banho, entre o tirar e o pôr, claro!
Comprei a maldita meia-calça medicinal. Tipo Kendall, manja? Mas consegue ser um pouco pior. Horrenda, destrói a auto estima de qualquer mulher. Só dá para encarar por baixo de calças compridas, óbvio. E nem pensar num encontro amoroso enquanto  estiver vestida  com ela - seria uma aberração!
Tenho usado religiosamente, como mandou o doctor. Mas, além de ser feia e 'asfixiar' minhas pernas, ainda tem estrangulado minha virilha direita.
Ontem, dia de curso, durante as três horas que permaneci em sala, tive que ir ao banheiro duas vezes para tentar (inutilmente) colocá-la numa posição que não me machucasse tanto. Cheguei em casa querendo atear fogo 'naquilo' e rir histericamente enquanto ela se desfizesse. Não tive coragem suficiente - custou muito caro. (Ao lado, uma fotinho da peça rara. Hehe!).

 __Agora vamos para a parte boa: Lya Luft.

Hoje à tarde, com o intuito de fazer algo que gosto: ler e tomar um café (sempre com leite, pois odeio puro), fui até a livraria do shopping perto de casa. Chegando lá, bem na entrada da loja, deparo-me com um banner dos próximos eventos. E o que vejo ali: hoje, às 19h30min, lançamento do livro Múltipla escolha, de Lya Luft, Editora Record.
Primeiro, deliciei-me com o fato de estar no lugar certo, na hora certa; depois comprei o livro, esperei ansiosamente pelo horário e assisti a apresentação que foi muito, muito boa.
Saldo: saí de lá realizadíssima, com o livro autografado, e claro, com a virilha destruida pela meia-calça, a maldita.

Ah! Foram tiradas algumas fotos do evento, que serão publicadas no site da livraria, nos próximos dias. Se por ventura eu sair apresentável (!), colocarei aqui.

17/05/10 - Conforme prometido, aqui está a foto. Tudo bem que não estou tããão apresentável assim, mas tá valendo, afinal, é uma recordação:

"Viver é subir uma escada rolante pelo lado que desce"
(não é da Lya Luft, mas ela cita no livro como 'disse alguém')

11.5.10

Sonhos

aDoRmEcIdOs. FrUsTrAdOs. eSqUeCiDoS. TrAgAdOs. InTeRRoMpIdOs.

rEvElAdOs. eScOnDiDoS. rEaLiZaDoS. A DoIS. SoLItÁrIoS.


Sonhamos com os olhos abertos. Sonhamos com os olhos fechados.

Dormindo ou acordados.

Há sonhos que são um sonho. Dá vontade de ficar sonhando.

Outros são pesadelos disfarçados. Quem dera nunca tê-los sonhado.

Há sonhos que nos tiram o sono.

Sonhos que não passam de sonhos.

Sonhos que são futuro revelado.

Sonho sonhado. Sonho imaginado.

. . .

Há os que sonham demais.

. . .

E outros que sequer sonham.

8.5.10

Le Jour des Mères

Ser MÃE é tarefa complexa, não é para qualquer uma. Aliás, é para poucas, bem poucas. Gerar filhos qualquer mulher pode, desde que seja fértil. Inclusive, para aquelas que têm dificuldades para engravidar, a ciência tem dado uma mãozinha considerável.

Como criar um filho num mundo tão perigoso, onde a barbárie está por todos os lados e visível a olho nu? como educar um filho, incutindo-lhe princípios que muitas vezes são tão contrários ao que a televisão, internet, games, etc e tal pregam? Como falar 'isso não pode', se seus amigos fazem e os pais permitem? Difícil.

Tornei-me mãe aos 22 anos. Minha gravidez não foi planejada. A relação com o 'progenitor' era uma merda (com o perdão da palavra), mas, por falta de maturidade e sabedoria, acabei deixando acontecer. Se pudesse, voltaria atrás e escolheria um outro pai para o meu filho, porque sinceramente, meu grande e único erro nesse sentido foi esse.

Sei o quanto é difícil impor limites à um adolescente, fazê-lo entender que 'não é não' e que por mais que não aceite, a negativa é para o seu bem; que liberdade é sinônimo de responsabilidade e que para cada atitude existe uma consequência.

Não sou uma mãe nota dez, reconheço minhas falhas e limitações, mas sempre fiz o possível e, as vezes, até o impossível para oferecer-lhe aquilo que aos meus olhos seria o melhor.

Perto de muita coisa que vejo por aí, digo com orgulho: meu filho é uma grande dádiva, porque ele ainda me ouve (embora algumas vezes contrariado) e me respeita.


Desejo para todas as mamães que por aqui passarem,
um domingo especial, cheio de alegria.

Lembrando: dia das mães é todo dia!

6.5.10

Baseado em Fatos Reais

Por algum tempo corri de seus encantos. Não queria olhar no fundo dos  teus olhos e me ver refletida neles. Resisti até onde pude, lutei com todas as minhas forças, mas não fui forte o suficiente. Você foi melhor que eu, mais determinado - não deixou que meus argumentos o convencessem. Foi uma luta desigual. Perdi.

Lembro do primeiro beijo: eu mal correspondi. Estava nervosa, totalmente atordoada. Saí do carro cega, tropeçando em meus próprios pés. Naquela noite, assisti as aulas com a cabeça nas nuvens. Sentia a pressão de seus lábios contra os meus. O calor do seu abraço me acompanhou por horas. Tive medo porque, embora não devesse, eu estava gostando de tudo aquilo. Sua mensagem no celular: "me perdoe", foi apenas um pretexto para se fazer presente, eu sei. Apaguei a mensagem, querendo apagar o episódio.

Foi assim que tudo começou.

O dia seguinte chegou e depois muitos outros. O beijo tímido passou a ser sem reservas. A paixão que nunca deveria ter sido despertada, manifestou-se com toda ânsia. Tomados pela emoção, fizemo-nos vítimas de nós mesmos. Reféns de um amor avassalador. E proibido.


Fugimos de tudo e de todos por oito dias, e fomos viver nosso amor em clima de lua de mel. Ríamos como crianças e brigávamos como tal. Na medida do possível, éramos inseparáveis. Cometemos quase todas as loucuras que um casal apaixonado pode cometer. Quando tomada por lampejos de  lucidez, eu colocava um ponto final na relação. Mas bastava um telefonema e meus planos iam por água abaixo (e eu me odiava por isso).

Nosso amor sempre foi insano. Não pudemos sustentá-lo. Tivemos que nos separar. Jurei seguir meu caminho, manter firme meu propósito de  não olhar para trás. Chega, eu repetia pra mim mesma. Ficamos mais de um mês sem nos ver, mas não deixamos de nos falar um dia sequer. A saudade machucava os dois lados. Sabíamos que não daria certo, mas voltamos a nos encontrar. E o amor que nunca morreu, despertou de um breve cochilo.

Essa história é assim: repleta de risos e lágrimas. Sabemos que não podemos levá-la adiante, que precisamos parar de brincar de faz de conta e tomar uma decisão definitiva.

Da parte dele, o ata. Da minha, o desata.

4.5.10

Escolhas

Não podemos ter tudo. A vida se constrói num eterno decidir, optar. Ou isso ou  aquilo. Geralmente, situações corriqueiras nos permitem mais de uma escolha: O branco ou o preto? Vou levar os dois. Chocolate ou creme? Meio a meio. Mas as decisões mais importantes - aquelas que desenham nosso ser, que moldam o nosso futuro - quase sempre nos limita a apenas um caminho.

Tão difícil é fazer uma escolha em determinadas circunstâncias. Quais os prós e contras de cada alternativa? O que levar em consideração? Como ponderar? E se eu errar?  Adiar nem sempre ajuda, e as vezes, nem temos essa opção. O tempo vai passando e pressionando. A decisão tem que ser tomada.

A profissão que não nos realiza pessoal nem financeiramente. O casamento que parecia um conto de fadas, mas transformou-se numa grande decepção. A viagem que tinha tudo para dar certo e foi um fiasco. Opção errada? Mas parecia a melhor! É, algumas coisas são fáceis prever se darão certo ou não, outras, só mesmo o tempo pode mostrar.  

Sorte e azar (há quem acredite). Sabedoria e a falta dela. Erro e acerto. Atitude e comodismo. São alguns dos pontos que nos levam ao sucesso ou insucesso de nossas escolhas.

Apesar dos medos, das incertezas, dos fracassos, graças a Deus temos o livre arbítrio. Mas assim como temos a liberdade de escolha, também somos os únicos responsáveis por cada uma delas. Na hora da dor, não adianta procurar outro culpado.

Errou? Conserte. Caiu? Levante. Machucou? Chore. Tire pelo menos uma lição de tudo o que aconteceu. Tente entender por que não deu certo. Procure enxergar onde falhou, em que momento a engrenagem travou.

Já fiz escolhas das quais me arrependo piamente - se pudesse, com certeza voltaria atrás. Mas há aquelas que foram certeiras, que nem por decreto me arrependeria. E continuo fazendo-as, porque ou eu escolho ou escolhem por mim. E das duas, prefiro a primeira. Claro.

1.5.10

Beleza Pura


Cirurgia realizada. Faz 48 horas que estou toda estrupiada, retalhada, andando como uma múmia, tomando remédios que dão enjôo e deixam a boca amarga, dormindo desconfortavelmente, mas, estou ÓTIMA! Em breve (daqui uns 13 dias, e a contagem é regressivíssima), estarei por aí, desfilando novinha em folha.

Nos últimos dias me dei ao luxo de relaxar literalmente: unhas sem fazer, sobrancelhas por alinhar. O cabelo está horrível, precisando retocar as luzes e hidratar. Roupas? Só camiseta, short, moleton e tênis. Apesar do conforto, confesso: deu uma saudadezinha de mim!

Sou aquela que vai à manicure toda semana, que gosta de salto alto e cabelos sedosos. Sou vaidosa. Não que isso seja o mais importante, mas sempre achei que mulher tem que se cuidar. A gente tem que olhar no espelho e gostar do que ele reflete. A beleza é um tripé: mente, espírito e corpo em harmonia. Desculpe, mas quem diz que a aparência não conta está mentindo ou é displicente mesmo.

Não digo que todo mundo tem que ter corpo de miss, cabelos de comercial de shampoo e vestir roupas de estilistas badalados. A beleza está principalmente na originalidade e simplicidade, mas hei... simplicidade não é sinônimo de descuido! Podemos arrasar num jeans, camiseta branca e Havaianas. Por que não?!

Tem mulher linda e tão vazia quanto. E há aquelas aparentemente feias ou não tão belas, mas com conteúdo brilhante e invejável, que se tornam lindas por aquilo que transmitem, além de serem naturalmente elegantes.

Enfim, esse blá blá blá todo foi só pra dizer que hoje estou com umas olheiras de urso panda, uma dor nas costas danada por causa da ráqui, feliz,  cheia de vontade de voltar à ativa, circular, ver gente diferente, observar, interagir.

Acho que estou saindo do casulo. E isso é uma beleza!