30.3.10

Nem Sempre é "So Easy" se Viver

Ontem à noite quando me deitei, resolvi que precisava sair do ócio e voltar a fazer as coisas que me dão prazer. E hoje, assim que acordei, decidi: vou nadar! Arrumei minhas coisas, pus a mochila nas costas e fui embora.

Quase 11h00 e nenhuma ligação. Comecei a ficar preocupada. Ele está doente e seus horários estão completamente imprevisíveis. Será que aconteceu alguma coisa? Será que ele piorou?  Esperei. Esperei. Quase 50 minutos de caminhada pensativa, ansiosa, procurando manter a calma. Fomos nos falar já era quase 1/2 dia. Fiquei brava e explodi num misto de raiva (por que não me ligou antes???) e alívio (apesar do que me fez, você está bem e isso é o que mais importa).

Nadei por duas horas e voltei para casa caminhando.

Quando cheguei, outra agonia. Descobri que minha conta foi clonada e zerada em menos de 24 horas. Liguei no 0800 do Banco - tem que ligar para outro número - tem que ligar para um outro 0800 - tem que ligar na agência - ufa! - agora tem que ir até a agência - não dá mais tempo, só amanhã - vai ter que dormir com isso na cabeça! Aaaaiii!

Ele me ligou. Eu ainda estava bastante chateada com o que aconteceu pela manhã, por isso, não fui muito receptiva. Discutimos, claro, e ele me disse: "meus problemas são muitos e eles são mais importantes pra mim do que os teus." Nossa, aquilo soou como uma arrogância e egoismo extremos. Sem comentários, melhor não tentar um diálogo. Desligamos.

Mais tarde, me falou que recebeu os resultados de uns exames que realizou e que o quadro não era nada animador. Talvez tenha que se submeter a cirurgias. Senti que estava arrasado e achei que naquele momento o silêncio era o melhor que eu poderia lhe oferecer. Não tive palavras para confortá-lo. 

Chorei. Chorei bastante. Busquei a Deus em oração e pedi que estivesse com ele, que o aliviasse, mantendo-o otimista e confiante. Em seguida, mandei um torpedo com as melhores palavras que pude encontrar.

Fui à igreja. Mais uma vez pedi a Deus que independente dos meus erros, das minhas fraquezas e limitações, que ouvisse a minha voz e atendesse ao meu pedido: cuide do meu amor. Cure-o, se assim for da Sua vontade. Não o deixe sofrer, por favor.

Não posso estar com você, mas meu pensamento não sai da sua companhia.

Deus fará o melhor. Apenas confie.

29.3.10

Eu não sou assim. Eu estou assim.

Começo a escrever esse post às 00h48, desta segunda-feira.

Estava me preparando para dormir e resolvi vir aqui para este registro. Na verdade, não estou com sono. Estou muito, muito triste e preciso desabafar com alguém. E esse alguém é você - mundinho acolhedor de tantas pessoas tristes e solitárias - a web.

Sinto minha vida passar sem brilho. Justo eu que sempre fui tão alegre e otimista, tão cheia de vida e radiante. Não sou mais a mesma já faz algum tempo. Pergunto-me: por que tenho me permitido viver assim? Por que não dou um basta nessa tortura? A resposta eu não consigo me dar. Olhos nos olhos comigo mesma - parece até me tornei covarde demais - não consigo me encarar. Não tenho tido respostas para as minhas tantas indagações. Conflito. Vivo um conflito.

Estava feliz, me sentia útil. Levantava cedo e ia trabalhar, à noite ia para a faculdade. Atravessava São Paulo cansada, louca para tomar um banho, pôr as pernas pra cima. Mas eu tinha um objetivo, e por ele, mesmo cansada, encarava minha saga diária com alegria. Além disso, sempre encontrava disposição para nadar, caminhar e pedalar. Os exercícios eram uma forma de "despressurizar" - me faziam sentir viva e saudável. Praticava-os com tanto prazer!

O curso, eu conclui. Do trabalho, por força das circunstâncias, tive que abrir mão. As atividades físicas simplesmente abandonei e não consigo entender por que fiz isso. 

Tenho a garantia de um novo trabalho, mas não saber onde e o que vou fazer, me deixa muito apreensiva. O que me aguarda?

Queria muito estabilizar-me profissional e afetivamente. Queria levantar pela manhã e sentir-me feliz por ter um trabalho legal que me desse prazer. Queria deitar na minha cama todas as noites ao lado de alguém que me envolvesse em seus braços e me fizesse sentir amada e segura.

É necessário tão pouco para ser feliz! Não consigo entender como muitas pessoas não conseguem isso. Vivem, lutam e morrem sem nunca encontrarem efetivamente a felicidade.

Sei que nossas escolhas têm consequências e que "quem planta vento, colhe tempestade". Sei também que lamentar não é a saída, que o sucesso e a felicidade dependem quase que totalmente de nós mesmos, de nossas atitudes.

O que preciso é sair desse estado de letargia, mostrar a mim mesma que problema nenhum pode ser maior do que eu. Afinal, sou uma mulher ou um saco de batatas?!

Aiii... neste momento, um saco de batatas...

27.3.10

Ma Poupée

Tenho três gatas. Duas SRD e uma Maine Coon.

A mais velha é a Mel. Preta, de olhos e orelhas grandes, feiiinha - a típica vira-lata. Achei na rua, numa noite quando voltada da academia. Miava desesperadamente, enfiada no meio do mato. Não pensei duas vezes, resgatei a pequena assustada. Isso faz quase oito anos.

A do meio é a Amélie - ganhou esse nome em homenagem à personagem de Audrey Tautou, no filme "Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulan" (meu predileto). Também vira-lata, mas diferente da Mel, é linda! Ela é cinza e gordinha. Não gosta de colo, nem de muito carinho. Tem personalidade forte e é de poucos amigos.

A Poupée é a caçulinha da casa e também a menina dos meus olhos. Ganhei dele, de presente de aniversário, em janeiro deste ano. Eu queria um Persa, mas ele escolheu Maine Coon. Fiquei 'meio assim', mas depois que a vi nesta foto, no site do gatil onde foi comprada, me apaixonei e não tive dúvidas: é ela! Extremamente dócil, companheira, adora colo e carinho. Tem um miado baixinho e dengoso. Onde estou, ela está. É minha boneca! Um parênteses: uma vez no carro, parados no trânsito, ele me disse olhando nos olhos: "ma poupée"... Meu Deus, quanta saudade eu sinto! Bem, antes mesmo de chegar em casa, seu nome já estava escolhido. E o que é melhor: é a cara e focinho dela!

Minha paixão pelos bichos vem desde cedo. Por causa deles, aprontei várias quando criança. Deixava minha tia (morei com ela por muitos anos - é minha segunda mãe) de cabelo em pé. Levava gato, cachorro e até pombo que achava na rua para casa. Era uma briga, mas eu vencia quase sempre e o animalzinho abandonado acabava ganhando um lar.

25.3.10

Tout Va Bien!

As quartas-feiras têm  sido especiais. Graças ao curso de  francês, posso dizer que  tenho tido uma  ocupação que me dá prazer e me faz esquecer problemas que eu realmente gostaria de não ter (não que alguém goste de ter problemas, mas há alguns que nos judiam muito mais do que outros).

Ontem a aula foi bem dinâmica. Sentei longe da minha amiga conforme havia me prometido, mas ainda nos primeiros minutos, estávamos sentadas lado a lado para  uma atividade em dupla. Não tem jeito, gostamos da companhia uma da outra. Só que dessa vez nos comportamos direitinho - quase não falamos! Uma coisa chata: pelas nossas contas, quatro pessoas faltaram. Espero sinceramente que não tenham desistido, que tenham tido apenas um contratempo. 

Antes da aula, encontrei-me com ele (mon grand amour) e ficamos juntos por duas horas. Estranho como as coisas vão mudando com o passar do tempo. Já não somos mais os mesmos, já não temos a mesma sintonia. Estamos nos perdendo pouco a pouco. Sei que por termos nos visto e falado cada vez menos, isso é uma consequência natural. Carrego comigo um mix de sentimentos contraditórios: mágoa, carinho, raiva e amor; e  todos eles juntos confirmam a máxima de que "pra frente é que se anda". Um passo de cada vez. Virarei mais essa página da minha vida, mas no tempo certo.

Mudando completamente de assunto... comecei a assistir um filme já faz três dias e não consigo chegar ao final: "Julie & Julia". Embora goste muito da Meryl Streep, (aiii) tô achando tão massante! Mas hoje eu termino e volto aqui para um comentário final.
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São 23h36. Terminei de ver o filme. Confirmo o que havia dito antes: é chatinho.  Às mulheres apaixonadas pela "arte da culinária", acredito que até agrade.

Uma bobagem me fez rir sozinha: no final da história, Julie (Amy Adams) vai visitar a cozinha de Julia Child (Meryl Streep) no Museu Nacional de História Americana e seu marido começa a tirar algumas fotos dela, entre um clic e outro, ele diz: "ficou ótima!"

22.3.10

Amor Sem Escalas

Assim como "Educação", este também foi um filme indicado ao Oscar, mas não ganhou (e realmente não era para tanto). Outra coincidência é que "Amor Sem Escalas" também fala de um amor frustrado, de traição. Só que dessa vez o personagem casado é ela e não ele.

George Clooney foi indicado como melhor ator e, como o filme, não levou a estatueta. Clooney é Ryan, um consultor pago para viajar pelos Estados Unidos despedindo funcionários de empresas em crise. Um homem que leva uma vida de desapego e contenta-se com sua rotina itinerante. Sua meta é juntar o máximo de milhas possível. Em uma de suas viagens, conhece Alex (Vera Farmiga), uma versão feminina de si mesmo. Relacionam-se descompromissadamente, até que ele se vê apaixonado e resolve mudar o rumo de sua vida indo atrás dela - é quando descobre que Alex é casada. Decepcionado, Ryan volta à sua vida "on air".

Tal qual "Educação", essa é uma história que confirma que relacionamentos desse tipo dificilmente têm um final feliz.
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Alex: "No que estava pensando para aparecer na minha porta daquele jeito?"

Ryan: "O que quer dizer? Queria te ver. Não sabia que tinha uma família. Por que não me contou?"

Alex: "Sinto ter arruinado sua noite, mas você podia ter arruinado minha vida. Aquela é minha família, minha vida real."

Ryan: "Pensei que eu fosse parte de sua vida."

Alex: "E eu pensei que estávamos nos vendo pelo mesmo motivo."

Ryan: "Ajude-me a entender o que você estava pretendendo."

Alex: "Pensei que nosso relacionamento estivesse bem claro. Você é uma fuga. Uma escapada de nossas vidas normais. É um parênteses."

Ryan: "Sou um parênteses?"

20.3.10

O Cheiro de Paris

O escritor alemão Patrick Sueskind cita em  seu livro "O Perfume" (Das Parfum), a  cidade de Grasse, no sul da França, como o local que todo perfumista precisa ir para aprender a dominar a arte dos aromas. Grasse, que fica pertinho de Cannes, é considerada a capital mundial do perfume. Lá está o Fragonard Museum, fundado em 1921, que pertence à perfumaria de mesmo nome, e também o Museu Internacional do Perfume.

Sou louca por eles (os perfumes), mas por incrível que pareça, não é a fragrância de um Chanel, Hermès, Dior ou Prada, que para mim tem "o cheiro de Paris". É o aroma do shampoo Reparateur da L'Occitane que me remete à Cidade Luz e me traz deliciosas recordações. Lembro do banho quente pela manhã, da espuma do shampoo descendo pelo corpo, do perfume espalhado pelo vapor do chuveiro e do cheiro bom que ficava no cabelo durante todo o dia.

Sempre que passo em frente a uma L'Occitane, volto no tempo. Volto àquela tarde de 13 de fevereiro, à lojinha charmosa da Champs-Elysées, onde compramos o shampooing e après-shampooing.

É incrível o poder do olfato! Ele tem uma ligação mágica com o nosso subconsciente e pode nos trazer boas ou más recordações. Cheiramos o tempo todo, sempre que respiramos. Diferente dos outros sentidos, o olfato não dorme.

PS: hoje usei o Reparateur, e claro, as recordações me trouxeram até aqui para este post.

18.3.10

Aujourd'hui

Um convite: "vamos almoçar?" Convite aceito. Oui! Almoçamos rápido e fomos dar uma volta. Natureza. Verde. Um pulmão em meio ao concreto. Um banco de madeira. Sentamos ali e ficamos por algum tempo conversando. Um longo abraço e um silêncio cúmplice (há momentos em que qualquer palavra se faz desnecessária). Hora de ir embora, tenho consulta com oftalmo e já estou atrasada.


No consultório: três pessoas na minha frente. Esperei, esperei, esperei. Bati papo com outro paciente que aguardava. Bati papo com a recepcionista. Chegou minha vez. A médica não quis me atender porque esqueci de levar meus óculos. Mesmo assim, mantive o bom humor e até conversamos um pouco e rimos juntas. Absurdo!

Uma volta no shopping e um café no Havanna. Pensei em ver um filme, mas, de repente, me senti sozinha, pensativa e melancólica. Melhor voltar para casa. 

Mercredi
Ontem foi o segundo dia de aula. Estava com saudade da turma, da professora e, claro, do contato com o idioma. Confesso que apesar de gostar muito do curso, na segunda parte da aula dispersei um pouco bastante. Fiz amizade com Cassinha, que gosta tanto quanto eu de falar, falar, falar - e aí deu no que deu. Nosso assunto? Amenidades: viagens, moda, perfumes, crise com namorado, ...

15.3.10

Educação

Eu vi. Eu gostei. Eu indico. E também conto toda a história!

O velho dilema sobre o verdadeiro banco de aprendizado ser o de uma escola ou o da própria vida, embala "An Education" (Inglaterra, 2009).

Jenny é uma menina de 16 anos que vive com a família no subúrbio londrino, no início da década de 60. Inteligente e bela, não vê a hora da chegada de sua vida adulta, pois sofre com o tédio de seus dias de adolescente. Seus pais sonham com sua ida para Oxford, mas ela conhece David, um homem 20 anos mais velho, charmoso e cosmopolita, e se vê atraída por um mundo novo que se abre diante de si: concertos, leilões, jantares e sua tão sonhada ida a Paris.Tudo é maravilhoso, até que ela descobre que ele é casado. O resto é exatamente o que se pode prever: uma menina de 17 anos (ela completa no decorrer da história) lidando com a frustração de sua primeira - e pesada demais - decepção amorosa. No fim, ela acaba indo estudar em Oxford, conforme os planos no início da história.

Um filme lindo que nos ensina que a vida pode ser terrível ou maravilhosa, e que nossas escolhas têm muito a ver com isso. Não posso deixar de mencionar que a atuação de Carey Mulligan é perfeita (não à toa foi indicada ao Oscar de melhor atriz). Pra quem gosta de drama, é um título para a lista dos preferidos.

Detalhe: vi vários cartazes de "An Education" espalhados por Paris, em fevereiro deste ano - o que me chamou muito atenção. Aquela imagem ficou gravada em minha mente e, de certa forma, eu já havia me apaixonado pelo filme mesmo antes de vê-lo.

"Eu me sinto velha, mas não muito sábia."

"Eu provavelmente parecia assustada, inexperiente e inocente,
como qualquer outro aluno. Mas não era."

"Um dos meninos com quem eu sai (e eles realmente eram meninos), uma vez me chamou para ir a Paris com ele. Eu disse que adoraria, que estava louca para ver Paris - Como se nunca tivesse ido."  



Smoke Without Fire by Duffy on Grooveshark

14.3.10

Na Margem do Rio Piedra...

... Eu sentei e Chorei.

"Conta a lenda que tudo que cai nas águas deste rio - as folhas, os insetos, as penas das aves - se transforma nas pedras do seu leito.

Ah, quem dera eu pudesse arrancar o coração do meu peito e atira-lo na correnteza, e então não haveria mais dor, nem saudade, nem lembranças.

Às margens do Rio Piedra eu me sentei e chorei.

O frio do inverno fez com que eu sentisse as lágrimas em meu rosto, e elas se misturaram com as águas geladas que correm diante de mim.

Em algum lugar este rio se junta com outro, depois com outro, até que - distante dos meus olhos e do meu coração - todas estas águas se misturam com o mar.

Que as minhas lágrimas corram assim para bem longe, para que meu amor nunca saiba que um dia chorei por ele. Que minhas lágrimas corram para bem longe, e então eu esquecerei do Rio Piedra, do mosteiro, da igreja nos Pirineus, da bruma, dos caminhos que percorremos juntos.

Eu esquecerei as estradas, as montanhas, e os campos de meus sonhos - sonhos que eram meus, e que eu não conhecia.''

[Paulo Coelho]

Não sou a pessoa mais indicada para falar de Paulo Coelho e suas obras. Nunca gostei de seus livros (nem dele), mas confesso que tenho um carinho especial pelo citado acima, embora conheça apenas alguns trechos.

12.3.10

Parlez-Vous Français?

Primeiro dia de aula do meu (ansiosamente esperado) curso de francês. 
Três horas que passaram como um flash
Dezesseis pessoas diferentes. 
Um milhão de novas informações.

Je ne parle pas français, mais je parlerai. À venir.

9.3.10

SANs Défense

Mais um dia se foi.

Hoje, posso dizer depois de pouco mais de duas tensas semanas, foi o dia em que consegui relaxar um pouco e driblar minha dor. Saí da toca. Pus a cara na rua. Senti o sol no rosto. Fui nadar.

Foi bom? Não. Confesso que ainda não. Fiz tudo isso sozinha, me sentindo muito, muito só. Mas posso garantir que foi melhor do que se tivesse, mais uma vez, me castigado na clausura do quarto.

Sabe, é muito difícil reagir em algumas situações. Parece muitas vezes que os problemas são maiores que nós e, assim, nos deixamos sucumbir - meio que por auto piedade, meio que por falta de força mesmo. Sans défense.

Bem, gostaria de pular essa etapa da minha vida, mas não posso. "A César o que é de César."

Dizem que os problemas existem para nos lapidar, para fazer-nos fortes e finalmente vencedores. Espero realmente que isso seja verdade, pois, caso contrário, ficaria muito chateada se chegasse à conclusão de que eles servem apenas para nos tirar o brilho do olhar, nos fazer envelhecer e morrer mais rápido.

Ficou Ótima!

A cada foto, a mesma indagação e a mesma resposta sempre. O script era este:

Eu: ficou boa?
Ele: ficou ótima!

Ah... quanta saudade daqueles dias! Sorríamos e caminhávamos livremente. Ali, ninguém nos conhecia. Éramos nós. Apenas nós dois.

Além das fotos, dos bilhetes de metrô, dos tickets de acesso aos museus e monumentos, entre outros souvenirs, há muitos registros que estão em minha memória, guardados cuidadosamente para nunca se perderem.

Para você, devolvo algumas das muitas palavras ditas em meus ouvidos: mon grand amour!

6.3.10

Cinq Cent Douze

Fevereiro, 2010: oito dias no "512", Hotel Mac Mahon, Paris/Fr.  

Hoje, 13 dias depois, piso novamente em solo brasileiro.

Estou aqui, mas ele, o "cinq cent douze", continua lá, ao lado do Arco, na Avenue Mac Mahon, no hotel que leva o mesmo nome, em frente ao Café Lateral, esperando e acolhendo seus novos hóspedes. Ele não sabe de nada. Ele apenas faz o seu papel - o de quarto de hotel.

S'il vous plaît, la clé...

3.3.10

O Porquê do Blog



Desejo_desabafar, falar de mim, da vida, do que gosto ou não. Deixar a imaginação fluir, criar, inventar. De alguma forma extravasar. Falar em silêncio, contar o que penso. Escrever apenas. Apenas escrever.