26.4.10

Meu Terrível Eu

Noto que nos últimos dias tenho sido um ser intragável, de um mau humor explícito e tolerância zero. Sem paciência para o diálogo, pareço uma bomba relógio prestes a  explodir. Mas estou vivendo uma fase cheia de dúvidas, poucas respostas e muita, muita introspecção. Por isso, peço que me dêm um desconto, porque sinceramente EU não estou bem. E esse EU (que juro, não sou eu!) tem me deixado muito pra baixo.

Tem uma livraria num shopping perto de casa que gosto muito e sempre que posso, fico ali horas e horas, entretida com os livros, revistas e pessoas circulando entre os gadgets eletrônicos e as muitas prateleiras. Mas hoje fui até lá, sentei, fiquei observando o movimento e me pus a pensar: porra, se tudo o que mais quero é ficar bem, por que cargas d'água tenho pego todos os caminhos contrários ao que busco? será que tudo é reflexo de uma nuvem negra que repousa sobre minha cabeça e insiste em não me deixar? será que enfrento uma crise existencial? huum... será também que há leitores para tantos livros? será que todos esses livros têm conteúdo ou muitos deles têm apenas páginas escritas? Ai, ai, acho que no fundo, no fundo, estou ficando maluca.

Talvez, o motivo maior para eu estar assim, seja o fato de ter me apaixonado pela pessoa errada. Ou melhor, acho até que me apaixonei pela pessoa certa*, mas no tempo errado. Como diria Renato Russo: "agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou".
 
Outra coisa que está me deixando apreensiva e acho que tem contribuido para o meu mau humor, é que na próxima quinta-feira vou passar por uma cirurgia - simples, mas é uma cirurgia. Saber que vou ficar anestesiada e desacordada por algumas horas não me deixa nada confortável.

Fora o que mencionei, há otras cositas mas que nem convém serem citadas. Isso aqui se tornaria uma página de lamúrias infindáveis, e cruzes, ninguém merece!

Ãhn... você pode estar se perguntando: será que essa criatura é uma adolescente?
Quem dera! Mas não, não sou uma adolescente. Aliás, faz tempo que deixei de ser.


* E esse homem tão amado está distante de mim, passando pelo momento mais difícil de sua vida. Como eu queria estar ao seu lado. Apenas te olhando, mas ao seu lado.

6 comentários:

Laura disse...

Olá, sabe todos passamos por momentos assim, principalmente nós mulheres, talvez seja a crise dos trinta...rs. Amei seu texto.

Abraços.

Lu disse...

Amélie querida...
Sinta-se mto bem vinda as minhas alumiações rs...Fico feliz que tenha gostado!
Qto ao seu blog...Lindo!!
Bacana a maneira como escreve os sentimentos...Adorei o texto!
voltarei :D
bjos

bia prado disse...

Deixe vir o mau humor, a apreensão pela cirurgia, a falta do amor que está distante... Pegue os livros, viaje neles, porque no fim, tudo tudo vai pé!
Vou pensar muito em você quinta-feira, pode deixar.
Beijos!!!

... disse...

hahahahahaah
xingar, ajuda...creia nisso!

Com os meus botões! disse...

No fundo, acho que Deus criou a gente sem prefácio ou qualquer tipo de explicação.

Tem uma parte de Alice no País das Maravilhas que eu super me identifico, e acho que serve pra vc também...

"... A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (...) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas mas não posso explicar a mim mesma..."

Viviane disse...

Costumo dizer isto muitas vezes:

1. Não sofrer também é uma escolha. Uma escolha que se faz a cada instante. Na música que se ouve, nos filmes que se vê, nos livros que se escolhe ler. Pode existir em cada momento, em cada escolha diária nossa, uma alternativa que nos faz sofrer menos (nem que seja mudar a rádio daquela música que nos faz sofrer!)

2. Respondendo ao teu outro post, acho que muitas vezes não seguimos a razão. Eu, pessoalmente, esqueço-me sempre dela.... Enfim....;)