29.3.10

Eu não sou assim. Eu estou assim.

Começo a escrever esse post às 00h48, desta segunda-feira.

Estava me preparando para dormir e resolvi vir aqui para este registro. Na verdade, não estou com sono. Estou muito, muito triste e preciso desabafar com alguém. E esse alguém é você - mundinho acolhedor de tantas pessoas tristes e solitárias - a web.

Sinto minha vida passar sem brilho. Justo eu que sempre fui tão alegre e otimista, tão cheia de vida e radiante. Não sou mais a mesma já faz algum tempo. Pergunto-me: por que tenho me permitido viver assim? Por que não dou um basta nessa tortura? A resposta eu não consigo me dar. Olhos nos olhos comigo mesma - parece até me tornei covarde demais - não consigo me encarar. Não tenho tido respostas para as minhas tantas indagações. Conflito. Vivo um conflito.

Estava feliz, me sentia útil. Levantava cedo e ia trabalhar, à noite ia para a faculdade. Atravessava São Paulo cansada, louca para tomar um banho, pôr as pernas pra cima. Mas eu tinha um objetivo, e por ele, mesmo cansada, encarava minha saga diária com alegria. Além disso, sempre encontrava disposição para nadar, caminhar e pedalar. Os exercícios eram uma forma de "despressurizar" - me faziam sentir viva e saudável. Praticava-os com tanto prazer!

O curso, eu conclui. Do trabalho, por força das circunstâncias, tive que abrir mão. As atividades físicas simplesmente abandonei e não consigo entender por que fiz isso. 

Tenho a garantia de um novo trabalho, mas não saber onde e o que vou fazer, me deixa muito apreensiva. O que me aguarda?

Queria muito estabilizar-me profissional e afetivamente. Queria levantar pela manhã e sentir-me feliz por ter um trabalho legal que me desse prazer. Queria deitar na minha cama todas as noites ao lado de alguém que me envolvesse em seus braços e me fizesse sentir amada e segura.

É necessário tão pouco para ser feliz! Não consigo entender como muitas pessoas não conseguem isso. Vivem, lutam e morrem sem nunca encontrarem efetivamente a felicidade.

Sei que nossas escolhas têm consequências e que "quem planta vento, colhe tempestade". Sei também que lamentar não é a saída, que o sucesso e a felicidade dependem quase que totalmente de nós mesmos, de nossas atitudes.

O que preciso é sair desse estado de letargia, mostrar a mim mesma que problema nenhum pode ser maior do que eu. Afinal, sou uma mulher ou um saco de batatas?!

Aiii... neste momento, um saco de batatas...

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